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Métricas de TI para gestão do ERP TOTVS: o que acompanhar para manter o ambiente saudável

Um ambiente TOTVS bem gerido não se mede pelo número de chamados abertos. Mede-se pela qualidade das resoluções, pela previsibilidade do suporte e pela ausência de incidentes recorrentes que consomem o tempo da equipe de TI sem nunca serem resolvidos de forma definitiva.

Gestores de TI que contam com consultoria externa para sustentar o ERP precisam de visibilidade real sobre o que está sendo entregue. Sem métricas claras, é impossível distinguir um contrato de suporte que funciona de um que apenas registra chamados.

Este artigo apresenta as principais métricas para avaliar a saúde do ambiente TOTVS, o que cada uma revela na prática e como um contrato de AMS estruturado entrega essa visibilidade de forma contínua.

Por que métricas de TI importam especialmente em ambientes ERP

O ERP é o sistema que sustenta as operações críticas da empresa: financeiro, fiscal, RH, produção e compras. Quando ele opera de forma instável, o impacto não fica restrito à TI. Ele aparece no fechamento financeiro atrasado, no relatório gerencial impreciso, na nota fiscal rejeitada, no chamado reaberto pela terceira vez.

Monitorar métricas de desempenho do ambiente ERP é, portanto, uma decisão de gestão, não apenas uma prática técnica. 

É o que permite ao gestor de TI ter argumentos concretos para reportar à diretoria, identificar dificuldades antes que virem crise e avaliar objetivamente se o parceiro de suporte está entregando o que foi contratado.

As métricas essenciais para gestão do ambiente TOTVS

Taxa de reabertura de chamados

Mede o percentual de chamados encerrados que precisaram ser reabertos porque o problema voltou a ocorrer. Uma taxa elevada indica que o ambiente está sendo tratado de forma paliativa, com correções superficiais que não resolvem a causa raiz. 

O resultado prático é o custo crescente de manutenção e dependência de intervenção constante. Contratos de AMS (Application Management Services) bem estruturados buscam taxa próxima a zero. 

No atendimento à Arcadis, a Moove registrou 0% de taxa de reabertura durante o projeto de revitalização do ERP TOTVS RM.

Tempo médio de resolução de incidentes

Mede o tempo entre a abertura de um chamado e o encerramento com problema resolvido, segmentado por criticidade. Em ambientes ERP, incidentes que afetam processos financeiros ou fiscais têm tolerância de tempo muito baixa. 

Um SLA mal definido ou sistematicamente descumprido gera impacto direto na operação. Chamados críticos em ambientes de produção exigem resposta em horas, não em dias, e essa distinção precisa estar formalizada em contrato.

Percentual de chamados resolvidos no primeiro atendimento (FCR)

Mede o percentual de chamados resolvidos na primeira interação, sem escalonamento ou reabertura. 

Segundo referências consolidadas do setor de ITSM, uma taxa de FCR (First Contact Resolution ou Resolução no Primeiro Contato) acima de 70% é considerada adequada para operações de suporte, enquanto taxas acima de 80% são classificadas como classe mundial, alcançadas por menos de 5% dos centros de atendimento. 

Em ambientes com alta complexidade, como o TOTVS Protheus, um FCR elevado está diretamente ligado à senioridade dos consultores que atendem os chamados.

Backlog de customizações pendentes

Mede o volume de customizações solicitadas sem prazo definido de entrega. Um backlog crescente indica gestão reativa, sem planejamento de evolução do ambiente. 

Na prática, os processos da empresa continuam rodando fora do ERP, porque o sistema não acompanhou as necessidades do negócio. 

O backlog precisa ser revisado periodicamente e tratado como parte do planejamento de evolução, não como lista de espera indefinida.

Cumprimento de SLA por criticidade

Mede o percentual de chamados atendidos dentro do prazo contratado, por nível de criticidade

É o indicador mais objetivo do contrato de suporte: um SLA sistematicamente descumprido é, na prática, um contrato sem compromisso de entrega. 

No projeto conduzido com a Arcadis, a Moove registrou 100% de tickets atendidos dentro do SLA e 100% de promotores no NPS ao final do projeto.

Como um contrato de AMS estruturado entrega essa visibilidade

Monitorar essas métricas de forma manual é possível, mas trabalhoso. Em ambientes com volume alto de chamados, sem um modelo de suporte que gere relatórios estruturados, o gestor de TI acaba operando sem dados confiáveis para reportar à diretoria ou identificar tendências de deterioração do ambiente.

Um contrato de AMS bem estruturado entrega visibilidade contínua sobre essas métricas como parte do serviço: relatórios de SLA, taxa de reabertura, FCR e backlog acessíveis por período, por módulo e por área da empresa.

Na Moove, esse modelo de sustentação combina processo e governança, com indicadores disponíveis para o cliente e atendimento proativo que trata correções na causa raiz. O objetivo é que a TI do cliente não precise monitorar o suporte manualmente porque os dados já estão organizados e disponíveis como parte do contrato.

Se a sua empresa não tem visibilidade clara sobre as métricas do ambiente TOTVS, a Moove pode ajudar a estruturar esse acompanhamento. 

Fale com um especialista e entenda como um contrato de AMS com governança real muda a forma como a TI reporta resultado.

Perguntas frequentes sobre métricas de TI para gestão do ERP TOTVS

Quais são as métricas mais importantes para avaliar a saúde de um ambiente TOTVS?

As métricas mais relevantes são taxa de reabertura de chamados, tempo médio de resolução por criticidade, FCR, backlog de customizações pendentes e cumprimento de SLA por criticidade. Juntas, elas oferecem uma visão completa da eficiência do suporte e da estabilidade do ambiente.

O que é SLA no contexto de suporte TOTVS?

SLA (Service Level Agreement) é o acordo de nível de serviço que define os prazos máximos de resposta e resolução para cada tipo de chamado, classificado por criticidade. Em contratos de AMS para TOTVS, o SLA precisa estar definido por nível de impacto na operação: chamados que afetam processos críticos como faturamento ou folha têm prazo menor do que chamados de ajuste operacional.

Como saber se o contrato de suporte TOTVS atual está entregando resultado?

O primeiro passo é verificar se o contrato atual gera relatórios periódicos com as métricas apresentadas neste artigo. Se o gestor de TI não tem acesso a dados de SLA, FCR e taxa de reabertura de forma estruturada, o contrato não tem visibilidade suficiente para ser avaliado com objetividade.

O que é FCR e por que ele importa em ambientes ERP?

FCR (First Contact Resolution) é o percentual de chamados resolvidos na primeira interação sem necessidade de escalonamento ou reabertura. Em ambientes ERP, um FCR baixo indica que o time de suporte não tem senioridade ou base de conhecimento suficiente para resolver incidentes de forma definitiva. O resultado prático é um backlog crescente de chamados reabertos e um ambiente cada vez mais instável.

Qual a diferença entre AMS e Service Desk para sistemas TOTVS?

O Service Desk foca na resolução de incidentes operacionais: algo parou de funcionar e precisa ser restaurado. O AMS vai além e inclui manutenção evolutiva, gestão de customizações, atualizações de release e relatórios de desempenho do ambiente. Para empresas que dependem do TOTVS como sistema central de gestão, o AMS entrega mais previsibilidade e menor custo total de manutenção ao longo do tempo.

Com que frequência as métricas de TI do ERP devem ser revisadas?

O ideal é uma revisão mensal com o parceiro de suporte, com relatório consolidado por período. Métricas de SLA e FCR perdem relevância quando analisadas de forma pontual: é o acompanhamento ao longo do tempo que revela tendências de deterioração ou melhora do ambiente.

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