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Inteligência tributária: onde estamos e o que vem pela frente com a Reforma Tributária

A Reforma Tributária já deixou de ser uma discussão sobre o futuro. Em 2026, empresas estão convivendo com o período de testes do IBS e da CBS, novas obrigações fiscais e uma sequência de regulamentações que alteram a forma como processos e sistemas de gestão funcionam.

O cronograma, porém, vai muito além deste ano. A partir de 2027, a CBS passa a ser efetivamente cobrada, PIS e Cofins deixam de existir e o Imposto Seletivo entra em vigor. Entre 2029 e 2032, a substituição gradual do ICMS e do ISS pelo IBS amplia ainda mais o período de convivência entre regras antigas e novas.

Nesse contexto, inteligência tributária significa acompanhar a evolução das regras e entender como cada etapa pode afetar a operação. Para as empresas, isso envolve olhar para processos fiscais e demais pontos que vamos apresentar ao longo do artigo. Boa leitura!

Em que ponto está a Reforma Tributária?

2026 foi definido como ano de teste para CBS e IBS, com alíquotas de 0,9% e 0,1%, respectivamente. A partir de 3 de agosto, o preenchimento dos campos nos documentos fiscais eletrônicos passou a gerar multas e punições para empresas do regime regular. Para a NFS-e, a mesma exigência com penalidades entra em vigor em 1º de outubro de 2026.

Ao mesmo tempo, a regulamentação continua avançando. Em 2026, foram publicados atos relacionados ao funcionamento do IBS e da CBS, às obrigações acessórias, aos documentos fiscais eletrônicos e à adaptação de regimes como o Simples Nacional.

Isso significa que as empresas precisam acompanhar duas frentes simultaneamente. Existe aquilo que já precisa ser tratado no ambiente atual e aquilo que ainda será definido e detalhado ao longo da transição.

Essa dinâmica torna o acompanhamento tributário mais relevante para áreas que dependem diretamente de informações fiscais atualizadas.

O que muda a partir de 2027?

A partir do próximo ano, a CBS entra em uma nova etapa de cobrança, enquanto PIS e Cofins serão extintos. Também está prevista a instituição do Imposto Seletivo e a redução a zero das alíquotas do IPI, com exceção dos produtos sujeitos às regras específicas da Zona Franca de Manaus.

O IBS, por sua vez, continuará em uma etapa inicial de transição. A substituição do ICMS e do ISS ocorrerá de forma gradual entre 2029 e 2032, até a entrada integral do novo modelo em 2033.

Para as empresas, isso significa que a adequação não termina quando as primeiras regras entram em vigor. O ambiente tributário continuará mudando por vários anos, exigindo acompanhamento contínuo e capacidade de adaptação. O calendário também já está produzindo decisões que precisam ser tomadas antes de 2027.    

Quais pontos ainda exigem atenção das empresas?

A adequação à Reforma Tributária envolve diferentes áreas da empresa e precisa ser analisada considerando o funcionamento do ambiente atual. Algumas mudanças podem exigir revisão de rotinas que já fazem parte da operação, enquanto outras dependem da capacidade dos sistemas de gestão de acompanhar as novas regras.

Processos fiscais

É necessário identificar quais processos serão afetados pelas novas regras e quais atividades precisam ser revisadas durante a transição. Isso inclui rotinas de faturamento, compras, recebimento, escrituração e apuração, conforme as características de cada operação.

O mapeamento ajuda a identificar dependências e evita que a adequação fique restrita à área fiscal. Processos que alimentam ou recebem informações do ambiente tributário também podem precisar de ajustes.

Cadastros e dados

A qualidade das informações utilizadas pelo sistema ganha ainda mais importância durante uma mudança dessa dimensão. Produtos, serviços e classificações fiscais precisam ser consistentes para que as regras aplicadas pelo sistema correspondam à realidade da operação.

Cadastros desatualizados ou informações inconsistentes podem gerar retrabalho e dificultar a validação dos resultados durante os testes e a entrada das novas regras.

Sistemas de gestão

Os ERPs precisam acompanhar as alterações legais por meio de atualizações, novas funcionalidades e adequações específicas. A própria Receita Federal vem estruturando cronogramas para a implementação dos documentos fiscais eletrônicos relacionados à CBS e ao IBS.

Por isso, acompanhar apenas a legislação não é suficiente. A empresa também precisa verificar como o fornecedor do sistema está disponibilizando as mudanças, qual versão do ERP é necessária e quais configurações precisam ser realizadas internamente.

Integrações

O impacto pode ultrapassar o ERP. Sistemas fiscais, plataformas de emissão de documentos e outras ferramentas integradas ao ambiente de gestão podem depender de informações que serão alteradas durante a transição.

Mapear essas conexões ajuda a identificar pontos que precisam ser testados antes que uma nova exigência se torne obrigatória.

Como acompanhar os próximos passos da Reforma Tributária?

Com a Reforma Tributária em transição, o acompanhamento precisa considerar tanto as novas regulamentações quanto a forma como elas serão incorporadas aos processos e sistemas da empresa. 

Mudanças na legislação podem exigir novas parametrizações, atualizações de versões e ajustes nas integrações ao longo dos próximos meses. Por isso, o momento atual exige proximidade entre as áreas fiscal e de tecnologia. 

Acompanhar as atualizações dos sistemas de gestão e avaliar seus impactos na operação permite identificar adequações com antecedência e evitar que a empresa deixe decisões importantes para a proximidade de cada nova etapa da Reforma.

Moove Tax: acelerando a adequação tributária

Para empresas que utilizam o TOTVS Protheus, a Moove desenvolveu o Moove Tax, um acelerador criado para apoiar a migração das regras tributárias atuais para o Configurador de Tributos.

Através de regras claras e baseadas em estudos da nova Reforma Tributária, a solução identifica as regras atuais e resultados do livro fiscal para efetuar o cadastramento no novo configurador de tributos de forma automatizada.​ 

Com isso, o processo que demandaria semanas de configuração manual passa a ser conduzido de forma estruturada, reduzindo o tempo de adequação e o risco de inconsistências durante a transição.

Sobre a Moove

Com mais de 23 anos de experiência, a Moove atua na integração entre tecnologia e estratégia de negócio. A consultoria apoia empresas na evolução de seus ambientes TOTVS, desde diagnósticos e atualizações até projetos de integração, adequação e melhoria dos processos.

Diante das mudanças trazidas pela Reforma Tributária, a Moove pode ajudar sua empresa a avaliar os impactos no ambiente tecnológico e definir os ajustes necessários para a transição. Fale com nossa equipe e prepare sua operação para as próximas etapas da Reforma.

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